Volkswagen descarta crescimento e prevê queda de até 3% nas vendas em 2026
Montadora alemã reverte projeção otimista diante das tarifas americanas e da pressão crescente das fabricantes chinesas.
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A Volkswagen virou a mesa nas próprias expectativas. Segundo a Autoesporte, a montadora alemã descartou nesta sexta-feira (24) a projeção de crescimento de receita para 2026 e passou a trabalhar com um cenário de queda de até 3% nas vendas — uma inversão completa em relação à estimativa anterior, que apontava para expansão de até 3%. O movimento foi anunciado junto com os resultados do segundo trimestre, que trouxeram um recuo de 9,5% no lucro operacional.
A Autoesporte aponta que o grupo encerrou o período entre abril e junho com lucro operacional de 3,5 bilhões de euros, abaixo do que analistas consultados pela Visible Alpha esperavam. A receita trimestral, por outro lado, surpreendeu positivamente ao atingir 82,4 bilhões de euros, com margem operacional de 4,2%. Para o ano completo, a empresa manteve a projeção de margem entre 4% e 5,5% — patamar superior aos 2,8% registrados em 2025.
O cenário adverso tem dois vilões principais: as tarifas impostas pelos Estados Unidos e o avanço das montadoras chinesas, que pressionam margens e fatias de mercado da indústria europeia. Diante disso, segundo a Autoesporte, o presidente-executivo Oliver Blume reforçou a defesa de uma reestruturação ampla no grupo — que inclui a polêmica proposta de eliminar 100 mil postos de trabalho para enxugar custos e recuperar competitividade. O mercado reagiu mal ao conjunto de notícias: as ações da Volkswagen recuaram 3% após o anúncio.
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