Tesla vai a julgamento na Califórnia por discriminação racial na fábrica de Fremont
Processo aberto pelo Departamento de Direitos Civis do estado acusa a montadora de permitir ambiente hostil a trabalhadores negros há anos.
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A Tesla está sendo julgada na Califórnia por acusações graves de discriminação racial dentro de sua fábrica em Fremont. Segundo o Jornal do Carro, com base em reportagem do Carscoops publicada nesta terça-feira (22), o caso tramita perante o juiz Peter Borkon, da Superior Court, que optou por conduzir o processo sem júri — cabendo exclusivamente a ele determinar se a montadora violou as leis estaduais de direitos civis.
A ação foi movida pelo Departamento de Direitos Civis da Califórnia em fevereiro de 2022 e aponta que funcionários negros da unidade foram sistematicamente alocados nos postos mais baixos da hierarquia, além de terem sofrido desvantagens em remuneração, promoções e medidas disciplinares. O Carscoops destaca ainda que as alegações incluem relatos de insultos raciais e a presença de pichações com suásticas e outros símbolos de ódio em áreas comuns da fábrica — denúncias que, segundo o processo, a Tesla teria ignorado por anos. A empresa nega todas as acusações e, em 2022, chegou a processar o próprio órgão estadual, alegando que não teve oportunidade adequada de se defender antes do início da ação.
Um fator que eleva o peso financeiro do caso é a legislação local: conforme aponta o Jornal do Carro, a Califórnia não fixa teto para indenizações em processos de discriminação trabalhista, o que significa que uma eventual condenação pode resultar em valores expressivos, a critério do juiz. Até o momento da publicação, nenhuma decisão sobre a responsabilidade da Tesla havia sido proferida.
Este não é o único processo do tipo enfrentado pela montadora. O Jornal do Carro lembra que, em 2023, a Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego dos Estados Unidos (EEOC) abriu uma ação separada na Justiça Federal, acusando a Tesla de tolerar insultos raciais contra trabalhadores negros desde 2015 e de retaliar funcionários que registraram denúncias. As duas ações são independentes; o julgamento em curso na Califórnia diz respeito exclusivamente à iniciativa do órgão estadual.
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