Move Brasil aprova R$ 3,7 bilhões em financiamentos, mas programa de renovação de frota pode não ter continuidade
Iniciativa do governo federal já financiou mais de 3 mil caminhões novos, mas futuro do programa após quatro meses de vigência é incerto.
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O programa Move Brasil, lançado pelo governo federal em janeiro para estimular a renovação da frota de caminhões no Brasil, já movimentou cifras expressivas. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o BNDES aprovou até a última quarta-feira (25) cerca de R$ 3,7 bilhões em financiamentos, sendo que 3,1 mil dos 5,8 mil veículos financiados até o momento são caminhões. A iniciativa, que prevê um total de R$ 10 bilhões em crédito com recursos do Tesouro Nacional e do próprio banco, oferece taxas de juros reduzidas para caminhoneiros autônomos, cooperativados e empresas de transporte de cargas, desde que atendam a critérios de sustentabilidade e conteúdo local.
Apesar dos números positivos, o Jornal do Carro (Estadão) aponta que o futuro do programa é nebuloso. O ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, visitou no sábado (28) uma concessionária da Mercedes-Benz em São Paulo e revelou que há pelo menos 300 mil caminhões com mais de 20 anos ainda circulando pelo país — dimensionando o tamanho do desafio que o Move Brasil tenta enfrentar. Mesmo assim, o ministro foi categórico ao afirmar que a perenidade do programa não deve acontecer, tanto pela natureza jurídica da iniciativa — uma Medida Provisória — quanto pela falta de agilidade do Congresso para convertê-la em lei e de recursos para sustentá-la a longo prazo.
O Jornal do Carro (Estadão) destaca que interlocutores das montadoras já sinalizaram em diversas ocasiões o desejo de que programas como o Move Brasil se tornassem permanentes, por razões ambientais e comerciais. Alckmin, no entanto, deixou claro que o caminho mais provável é consumir o total dos recursos dentro do prazo vigente. 'Se não conseguirmos instalar uma comissão para que a medida se torne lei nos próximos meses, nós vamos ajudar a consumir os recursos do programa em sua totalidade', declarou o ministro. Ele também mencionou que o volume aprovado pode já ter chegado a R$ 4,2 bilhões, dado que o BNDES ainda não confirmou oficialmente.
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