Chefe da Baic chama híbridos leves de 'canivete em guerra' e defende HEV e elétricos no Brasil
COO da montadora chinesa critica montadoras tradicionais por apostarem em tecnologia MHEV e anuncia portfólio amplo com híbridos flex a partir de 2028.
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O COO da Baic, Oswaldo Ramos, não poupou críticas às montadoras tradicionais que apostaram nos híbridos leves (MHEV) como resposta à eletrificação do setor. Em entrevista exclusiva ao Jornal do Carro, ele comparou essa escolha estratégica a "ir para uma guerra com canivete na mão" — e afirmou que quem trilhou esse caminho desperdiçou tempo e recursos de engenharia em uma tecnologia pouco competitiva diante do que já estava disponível no mercado.
Segundo o Jornal do Carro, Ramos argumenta que os sistemas MHEV entregam benefícios quase imperceptíveis para o consumidor em termos de consumo e experiência ao volante, especialmente quando comparados aos híbridos plenos (HEV). Para o executivo, um HEV bem dimensionado consegue combinar redução de consumo e ganho de potência de forma concreta, tornando o resultado da eletrificação evidente para quem está ao volante. Ele também destaca que o híbrido pleno atende motoristas sem acesso a carregador em casa, cobrindo tanto o uso urbano quanto viagens longas sem depender de recarga externa.
A posição do executivo está alinhada à estratégia da própria Baic no Brasil. Conforme apurou o Jornal do Carro, a montadora planeja trabalhar com HEV, plug-in, elétricos puros e veículos de autonomia estendida — com abertura para motores flex. Ramos revelou que seis dos dez modelos previstos para 2027 devem ser precificados entre R$ 100 mil e R$ 200 mil, mirando o centro do mercado. A versão de autonomia estendida movida a etanol, desenvolvida em parceria com a Bosch, deve chegar em 2028, após processo de calibração e homologação — os primeiros híbridos da marca, porém, serão a gasolina.
Para Ramos, segundo o Jornal do Carro, o etanol não é adversário da eletrificação, mas aliado. A combinação entre motor gerador flex e propulsão elétrica, na visão do executivo, representa uma vantagem competitiva real para o mercado brasileiro. E o recado para a concorrência é direto: "A indústria tradicional perdeu tempo, força de engenharia, desenvolvendo uma coisa que não é competitiva. Agora não adianta reclamar de chinês."
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