CEO da GM defende carreiras técnicas e diz que eletricistas ganham mais que muitos universitários
Mary Barra afirma que profissões manuais qualificadas pagam até US$ 90 mil por ano e resistem melhor ao avanço da inteligência artificial.
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Mary Barra, CEO da General Motors, usou um episódio recente do podcast 'Titans and Disruptors of Industry', da revista Fortune, para mandar um recado direto à geração Z: as carreiras técnicas merecem mais atenção do que costumam receber. Segundo o Jornal do Carro, a executiva afirmou que um técnico qualificado pode faturar entre US$ 80 mil e US$ 90 mil por ano nos Estados Unidos — e que esse tipo de profissão oferece uma proteção maior contra a automação por inteligência artificial do que boa parte das funções de escritório.
O alerta de Barra tem respaldo em números. Conforme aponta o Jornal do Carro, a Alliance for America's Skilled Trades estima que 2,1 milhões de vagas técnicas podem ficar sem preenchimento nos EUA até 2030. A coalizão, criada por empresas como BlackRock, Ford e Google, foi montada justamente para enfrentar essa escassez. A própria GM já investiu quase US$ 200 milhões na expansão de programas de capacitação técnica, modernização de fábricas e centros de treinamento em concessionárias, segundo a publicação.
A executiva também destacou a demanda específica por eletricistas, impulsionada pela expansão dos centros de dados que sustentam o crescimento da IA. O Jornal do Carro informa que a projeção é de que mais de 300 mil novos eletricistas sejam necessários ao longo da próxima década. Para Barra, os Estados Unidos enfrentam um 'problema social' ao tratar essas profissões como menos prestigiosas do que as carreiras acadêmicas — e ela cita a Europa como exemplo de maior respeito cultural pelo trabalho técnico especializado.
O discurso tem raízes pessoais: o pai de Barra trabalhou por 39 anos na GM como ferramenteiro, e ela própria começou na linha de montagem como inspetora de qualidade antes de se tornar engenheira elétrica em 1985 e, décadas depois, chegar ao topo da companhia, conforme narra o Jornal do Carro.
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