VW ID. Polo esgota estoque inicial na Europa e fila de espera chega a 10 meses
Compacto elétrico acumulou mais de 30.000 pedidos antes mesmo de chegar às concessionárias para test-drive.
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O Volkswagen ID. Polo estreou no mercado europeu e já virou objeto de desejo difícil de alcançar. Segundo a Quatro Rodas, o hatch elétrico acumulou mais de 30.000 encomendas confirmadas antes que qualquer cliente pudesse sequer sentar no banco do motorista numa concessionária. O dado foi apurado pela publicação alemã Automobilwoche junto a grandes grupos de revendedores da marca, que confirmaram o esgotamento de toda a tiragem inicial do modelo.
A Quatro Rodas aponta que quem encomendar o ID. Polo agora na Europa só deve receber o carro entre maio e junho de 2027 — uma fila de espera que rivaliza com a de esportivos de alto desempenho fabricados sob encomenda. O preço de entrada foi fixado em 24.995 euros, o equivalente a cerca de R$ 152.500, valor que a revista compara ao das versões intermediárias do Volkswagen Nivus no Brasil. Essa precificação agressiva é, segundo a Quatro Rodas, o principal trunfo da Volkswagen para barrar o avanço das montadoras chinesas no continente europeu.
A fábrica de Martorell, na Espanha, é a única responsável pela produção do ID. Polo, e sua capacidade já está no limite. Conforme a Quatro Rodas destaca, a mesma planta fabrica o Skoda Epiq — que já ultrapassou 35.000 reservas — e o Cupra Raval, igualmente com produção esgotada por meses. Os três modelos compartilham a arquitetura MEB+, com motor elétrico único no eixo dianteiro. A montadora planeja ampliar o volume de produção em Martorell, mas concessionários ouvidos pela publicação admitem que, no curto prazo, a única saída para o comprador impaciente é buscar unidades pré-configuradas já disponíveis no estoque do varejo.
O sucesso de vendas acontece num momento delicado para o Grupo Volkswagen. A Quatro Rodas lembra que a empresa atravessa um severo plano de reestruturação que prevê o corte de até 100.000 postos de trabalho e o fechamento de fábricas na Europa, além do encerramento gradual da marca Seat após 2030. O contraste entre a demanda aquecida pelos elétricos populares e o ajuste financeiro em curso revela a aposta da montadora alemã de que a eletrificação acessível é o caminho para recuperar relevância num mercado cada vez mais disputado.
Fontes
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