Quanto custa recarregar um elétrico em casa? A conta é mais simples do que você imagina
Tarifa residencial, perdas de conversão e horário de recarga fazem toda a diferença no bolso do dono de um carro elétrico.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
Uma das principais motivações para trocar o carro a combustão por um elétrico é escapar da volatilidade do preço da gasolina — mas entender exatamente quanto se gasta para manter a bateria cheia exige um pouco de atenção. A Quatro Rodas explica que a fórmula básica é direta: basta multiplicar a capacidade útil da bateria, em kWh, pela tarifa cobrada pela concessionária local. O resultado dá uma estimativa bastante próxima do real, embora pequenas perdas na transmissão e na conversão interna de energia façam o valor final variar no cotidiano.
Para tornar o cálculo concreto, a Quatro Rodas usou como referência a tarifa média residencial paulista de R$ 0,71 por kWh, já com impostos. Com esse número, encher completamente a bateria de 38 kWh do BYD Dolphin Mini sai por cerca de R$ 26,98 — suficiente para rodar aproximadamente 280 km segundo a homologação do Inmetro. O contraste fica evidente quando o motorista recorre a eletropostos públicos de carga rápida em corrente contínua: a publicação aponta que o preço nesses pontos comerciais oscila entre R$ 1,50 e R$ 2,00 por kWh, podendo fazer a conta do mesmo hatch chegar a R$ 76,00 para uma carga completa — a contrapartida, claro, é o tempo de recarga muito menor.
Há ainda uma terceira variável que pode reduzir o custo doméstico de forma significativa. A Quatro Rodas destaca que motoristas que instalam um medidor bidirecional em casa conseguem aderir à chamada tarifa branca, modalidade que oferece preços mais baixos nos horários de menor demanda na rede — especialmente entre 22h e 6h. Carregar o carro durante a madrugada pode representar uma economia de até 30% em relação à tarifa residencial convencional, tornando o custo por quilômetro ainda mais competitivo frente aos combustíveis fósseis.
Fontes
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