Preparador brasileiro extrai mais potência de elétrico, mas alerta: custo é maior que no carro a combustão
Ricardinho ACF desenvolveu projeto com o Geely EX2 para o Festival Interlagos 2026 e mostrou que remapear elétrico é viável — porém mais complexo e caro.
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Preparar e remapar carros a combustão é prática antiga no Brasil, mas fazer o mesmo com elétricos ainda é território pouco explorado. Segundo a Quatro Rodas, o preparador Ricardinho ACF foi além da teoria e desenvolveu um projeto concreto com o hatch elétrico Geely EX2, em parceria com a marca chinesa, para o Festival Interlagos 2026. O objetivo era provar que é possível extrair mais potência e torque de um conjunto elétrico de série — sem se limitar a modificações estéticas.
A Quatro Rodas aponta que, em entrevista ao podcast da publicação, Ricardinho explicou que a lógica de calibração dinâmica guarda semelhanças com a dos motores convencionais, mas a gestão de energia e calor muda de forma substancial. Assim como um motor a combustão precisa suportar horas em rotação de potência máxima sem superaquecer, o elétrico passa pelos mesmos critérios de homologação térmica — a diferença está em como o calor é produzido e dissipado.
No caso do EX2, segundo a Quatro Rodas, o preparador identificou que uma bateria usada em sessões curtas de drift — de até dez minutos — suporta níveis mais altos de descarga elétrica do que seria tolerável em centenas de quilômetros de rodovia sob carga plena. Essa janela operacional permite ganhos imediatos no torque entregue às rodas traseiras, mas eleva a dissipação de calor, tornando o gerenciamento térmico do sistema de alta tensão o principal gargalo técnico da preparação.
A Quatro Rodas destaca que o paralelo com a combustão é direto: assim como aumentar a pressão do turbo exige um intercooler mais eficiente para proteger a turbina, o remap elétrico demanda um arrefecimento rigoroso para que os picos de descarga não degradem os componentes originais. O resultado é um processo tecnicamente viável, mas que, na avaliação do próprio especialista, sai mais caro do que a preparação tradicional.
Fontes
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