Flagra e apresentação revelam novo BYD Dolphin Mini: maior, mais potente e com frunk
Segunda geração do compacto elétrico cresce para 4,20 metros, ganha motor traseiro, suspensão multilink e porta-malas dianteiro para enfrentar o Geely EX2 na China
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O BYD Dolphin Mini de nova geração foi flagrado sem disfarce durante testes e, em seguida, apresentado oficialmente na China — e as informações confirmam um carro bastante diferente do modelo atual. Segundo o Motor1 Brasil, o utilitário elétrico cresceu de forma significativa e agora passa dos 4,20 metros de comprimento, um salto considerável para um veículo que nasceu no segmento dos compactos urbanos.
A Quatro Rodas detalha as medidas completas: 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, contra 3,78 m, 1,71 m e 1,58 m do modelo vendido atualmente no Brasil. O entre-eixos também cresceu, passando de 2,50 m para 2,65 m — exatamente a mesma distância do Geely EX2, rival que, segundo a Quatro Rodas, se tornou uma pedra no sapato da BYD no mercado chinês e motivou boa parte das mudanças desta geração.
O Motor1 Brasil destaca que o modelo renovado mira especialmente o EX2, posicionando-se em uma faixa de preço e tamanho mais disputada do que a ocupada pelo Dolphin Mini atual. As Notícias Automotivas revelam que a nova geração passa a acomodar cinco ocupantes — contra os quatro do modelo vigente — e deve oferecer até 129 cv de potência em sua versão mais equipada. A Quatro Rodas confirma o número e faz a comparação: são 75 cv no modelo brasileiro atual, um aumento de mais de 70%.
Uma das mudanças técnicas mais relevantes, segundo a Quatro Rodas, é a realocação do motor elétrico, que migra para o eixo traseiro. A troca permitiu não apenas o ganho de potência, mas também a adoção de suspensão traseira independente multilink no lugar do eixo de torção atual — uma evolução significativa para o comportamento dinâmico do carro. Os pneus também cresceram: a Quatro Rodas aponta que o novo Dolphin Mini usa medida 205/60 R16, bem mais larga do que o 175/55 R16 da geração vigente.
A mudança no trem dianteiro abriu espaço para outro recurso inédito no modelo: a Quatro Rodas revela que o novo Dolphin Mini ganha um porta-malas dianteiro, o chamado frunk, garantindo capacidade extra de bagagem independentemente do volume do compartimento traseiro — cujas medidas ainda não foram divulgadas pela BYD.
No quesito recarga, as Notícias Automotivas apontam que o novo Dolphin Mini deve ser capaz de carregar a bateria de 10% a 70% em apenas cinco minutos, desempenho que colocaria o compacto em outro patamar frente à concorrência no segmento de elétricos acessíveis. A Quatro Rodas, porém, pondera que os detalhes sobre o tamanho da bateria e a compatibilidade com recarga ultrarrápida ainda não foram confirmados oficialmente pela marca.
Visualmente, a Quatro Rodas observa que o novo Dolphin Mini preserva boa parte da identidade do modelo atual quando visto de lado, mas traz faróis mais afilados, novo desenho de para-choque e abandona as lanternas interligadas na traseira. No interior, destaque para o volante de dois raios e para a ausência de painel de instrumentos dedicado: assim como no Volvo EX30, todas as informações de condução se concentram na central multimídia, que aparece consideravelmente maior do que na geração atual.
De acordo com o Motor1 Brasil, a BYD deve manter as duas versões em linha por algum tempo, permitindo que o modelo atual continue atendendo quem busca um elétrico mais compacto e barato enquanto a nova geração conquista espaço. A Quatro Rodas, no entanto, ressalta que ainda não está claro se o Dolphin Mini atual será de fato mantido como opção de entrada ou será descontinuado após a chegada da nova geração.
Fontes
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