Minneapolis quer exigir motorista humano em carros autônomos como 'monitor de segurança'
Proposta inédita nos EUA obrigaria veículos autônomos a circular com um condutor habilitado no banco da frente, acendendo debate sobre segurança e empregos.
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Quatro vereadores de Minneapolis apresentaram um projeto de lei que proibiria carros autônomos de circular sem a presença de um motorista humano habilitado, segundo o Jornal do Carro (Estadão). A proposta exigiria que esses profissionais atuassem como 'monitores de segurança', com acesso imediato ao volante, freio e acelerador, e receberiam ao menos o salário mínimo. Uma audiência pública está marcada para 22 de setembro, e a lei poderia entrar em vigor já em outubro, caso aprovada.
De acordo com o Jornal do Carro (Estadão), nenhuma outra cidade americana chegou a propor medida semelhante, embora legisladores de 25 estados já tenham apresentado mais de 65 projetos para regulamentar a tecnologia. O prefeito Jacob Frey não apoiou a iniciativa, preferindo aguardar uma orientação do governo estadual — que, por ora, não conta com nenhuma lei específica sobre veículos autônomos.
A Waymo, subsidiária da Alphabet, iniciou testes nas Cidades Gêmeas em novembro de 2025 com menos de dez veículos, todos ainda com motoristas a bordo, conforme aponta o Jornal do Carro (Estadão). Adam Lane, gerente de políticas públicas da empresa, classificou a proposta como 'uma proibição de fato dos veículos autônomos' e afirmou que a Waymo segue comprometida em dialogar com as autoridades locais. Um estudo do Insurance Institute for Highway Safety, publicado em julho, concluiu que os carros da empresa se envolvem em acidentes com menos frequência do que veículos conduzidos por humanos.
O pano de fundo da disputa vai além da segurança viária. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), sindicatos de motoristas de aplicativo temem que a expansão dos robotáxis elimine postos de trabalho em larga escala. O Goldman Sachs projeta que, até 2030, os veículos autônomos responderão por cerca de 8% do mercado de transporte compartilhado nos EUA, movimentando US$ 7 bilhões — ante menos de 1% registrado em 2025. Pesquisa do Pew Research Center realizada em fevereiro mostrou que 71% dos americanos ainda se sentiriam desconfortáveis ao embarcar em um carro sem motorista.
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