TROKDCARRO
Lançamentos

Leapmotor B10 REEV chega ao Brasil por R$ 179.990 com tecnologia de extensor de autonomia e tração traseira

SUV compacto híbrido usa motor 1.5 apenas como gerador de eletricidade, promete até 900 km de autonomia combinada e chega R$ 20 mil mais barato que o BYD Song Pro GS

Atualizada em 2 de outubro de 2026 às 17:05· 5 fontes· 75 leituras
trokdcarro
Notícia
LANÇAMENTO 2026

Leapmotor B10 REEV chega ao Brasil por R$ 179.990

SUV híbrido com extensor de autonomia: motor a gasolina nunca toca as rodas — só gera energia.

trokdcarro
deslize →

Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria

A Leapmotor acaba de apresentar seu mais novo modelo para o mercado brasileiro: o B10 REEV, com preço de R$ 179.990. Segundo a Auto+, trata-se do último lançamento da marca no país em 2026 e ele chega com a proposta de entregar a experiência de dirigir um elétrico sem a ansiedade de encontrar um carregador em viagens longas. A fórmula é a mesma já usada no C10 REEV: o motor a gasolina 1.5 16V nunca toca as rodas — ele existe apenas para gerar eletricidade quando necessário, enquanto um motor elétrico traseiro de 218 cv e 24,5 kgfm de torque é o único responsável pela tração.

A Autoesporte define o sistema como um híbrido "às avessas": ao contrário dos plug-ins convencionais, em que o motor a combustão pode acionar as rodas diretamente, no B10 REEV ele atua exclusivamente como gerador para recarregar a bateria que alimenta o motor elétrico. A publicação lembra que essa mesma arquitetura, chamada REEV (sigla em inglês para veículo elétrico de autonomia estendida), já está disponível no C10 híbrido, irmão maior do B10, vendido no Brasil desde novembro de 2025. O G1 Carros reforça que esse funcionamento se mantém em qualquer situação, inclusive com o modo esportivo ativado — o motor a gasolina nunca assume a tração, independentemente da demanda.

A Auto+ destaca que a bateria LFP de 18,8 kWh, fabricada pela própria Leapmotor e integrada estruturalmente à carroceria pelo sistema Cell-to-Chassis, garante 68 km de autonomia elétrica pura, conforme medição do Inmetro. Com o tanque de gasolina complementando o sistema, a marca anuncia até 900 km de autonomia combinada pelo ciclo europeu WLTP. Na etiqueta brasileira do PBEV, o consumo registrado é de 13,5 km/l na cidade e 12,3 km/l na estrada. A Autoesporte acrescenta um dado relevante para quem usa carregadores rápidos de 46 kW: a bateria vai de 30% a 80% da carga em apenas 18 minutos. Na recarga lenta, em corrente alternada de até 6,6 kW, o tempo é de cerca de 3h30.

No visual, a Auto+ aponta que o B10 REEV mantém praticamente o mesmo desenho do B10 elétrico, com dianteira sem grade e faróis Full LED Wing Star. O G1 Carros, que rodou quase 120 km pelas proximidades de São Paulo para avaliar o modelo, vai além e aponta que o carro adota linhas discretas e minimalistas, maçanetas escamoteáveis embutidas na carroceria e um visual que, apesar de um certo ar de modernidade, segue receita amplamente repetida por outras marcas chinesas — o que, na avaliação da publicação, não o torna um carro que chama atenção ou transmite criatividade. A diferença mais evidente em relação à versão puramente elétrica fica na traseira, onde o REEV ganhou uma faixa iluminada contínua conectando as lanternas. O porta-malas tem capacidade de 350 litros, com abertura elétrica acionável pela central multimídia, expandindo para 1.419 litros com os bancos rebatidos. A Garagem360 acrescenta que o entre-eixos supera 2,73 metros, reforçando o espaço interno para um SUV compacto.

Para entrar no carro, o B10 REEV adota solução inspirada na Tesla: conforme descreve o G1 Carros, a chave é um cartão com tecnologia NFC que destranca as portas ao ser encostado no retrovisor esquerdo. Também é possível configurar uma chave digital no celular. A publicação reconhece que o sistema funciona, mas avalia que ainda é menos prático do que uma chave física tradicional.

O interior também recebeu upgrades em relação ao B10 100% elétrico. A Autoesporte lista as principais novidades: ajuste elétrico dos bancos com mais opções de regulagem, resfriamento dos dois bancos dianteiros, rebatimento elétrico dos retrovisores, apoio de braço no banco traseiro, iluminação interna personalizável e sistema de som com 12 alto-falantes — o dobro dos seis presentes na versão puramente elétrica. Entre os equipamentos de série, a publicação destaca ainda a central multimídia de 14,6 polegadas destacada do console, abertura das portas por cartão NFC, sete airbags, câmera de monitoramento do nível de atenção do motorista, sistema de condução semiautônoma nível 2, teto solar panorâmico e rodas de aro 18. A Garagem360 complementa que o teto panorâmico tem 1,8 m² de área e que o sistema de som inclui subwoofer e potência total de 840 W. A publicação também informa que as cinco cores de lançamento não têm custo adicional. O G1 Carros, no entanto, aponta um contraponto ao minimalismo do habitáculo: não há botões físicos dedicados para funções como ar-condicionado, cortina do teto solar, ajuste dos retrovisores e controle dos faróis — tudo passa pela tela central. A Auto+ ressalta ainda que o conjunto mecânico passou por validação da engenharia da Stellantis e recebeu ajustes voltados ao uso brasileiro.

O preço de R$ 179.990 posiciona o B10 REEV em disputa direta com rivais como BYD Song Pro, Jaecoo 7, Geely EX5 e CAOA Changan CS55, conforme aponta a Auto+. A Garagem360 coloca em perspectiva a diferença mais evidente: o BYD Song Pro GS, tabelado em R$ 199.990, entrega 219 cv de potência combinada e 300 Nm de torque pelo sistema híbrido plug-in DM-i 5.0, além de bateria de 18,3 kWh e autonomia elétrica de até 72 km pelo Inmetro. O B10 REEV chega com apenas 1 cv a menos, bateria ligeiramente maior (18,8 kWh) e R$ 20 mil a menos na tabela — uma vantagem de preço que, segundo a publicação, abre nova disputa no segmento. A tração traseira — resultado da posição do motor elétrico no eixo de trás — é apontada pela Auto+ como um diferencial técnico em relação à maioria dos híbridos plug-in concorrentes, que geralmente adotam tração dianteira.

A Autoesporte contextualiza o desafio comercial da marca: entre janeiro e agosto de 2026, os híbridos plug-in responderam por 64% das vendas de eletrificados no Brasil, ante 37% dos híbridos plenos. Apesar do porte e da faixa de preço semelhantes, o C10 híbrido vendeu o equivalente a apenas 8% do volume registrado pelo BYD Song nos nove primeiros meses do ano, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) citados pela publicação. Com um ano de operação no país e concorrência acirrada de outras marcas chinesas como GAC, Omoda & Jaecoo, Geely, GWM e BYD, conforme aponta o G1 Carros, o B10 REEV chega como a principal aposta da Leapmotor para finalmente ganhar tração no mercado brasileiro.

Fontes

Notícias relacionadas