Geely EX2: terceiro elétrico mais vendido do Brasil tem manutenção barata, mas peca no acabamento e na ergonomia
Teste da Autoesporte aponta sete pontos que a montadora chinesa precisa corrigir antes de iniciar a produção nacional do hatch elétrico.
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O Geely EX2 já se firmou como um dos elétricos mais populares do mercado brasileiro — segundo a Autoesporte, o hatch ocupa a terceira posição entre os elétricos mais vendidos do país, ficando atrás apenas dos dois modelos BYD Dolphin. Vendido entre R$ 123.800 (versão Pro) e R$ 136.800 (versão Max), o compacto chinês tem como trunfo um plano de manutenção enxuto: revisões a cada 20 mil km e menos de R$ 5 mil gastos até os 140 mil km rodados, além de garantia de seis anos para o carro e oito anos para a bateria, conforme aponta a publicação.
No entanto, a Autoesporte identificou sete deslizes que precisam de atenção. O painel de instrumentos digital é descrito como pequeno e de leitura difícil, enquanto a central multimídia de 14,6 polegadas, apesar do tamanho generoso, exige muitos comandos para acessar funções básicas — a reportagem chega a sugerir que a Geely busque inspiração na Renault, parceira comercial que resolveu melhor essa questão no SUV Boreal. O acabamento interno também é criticado: os plásticos duros colocam o EX2 em desvantagem frente ao rival BYD Dolphin, que entrega superfícies de toque mais agradável na mesma faixa de preço.
A ergonomia dos bancos é outro ponto levantado pela Autoesporte: apesar de o carro ser descrito como agradável de dirigir e com bom equilíbrio dinâmico, os assentos dianteiros carecem de suporte lombar adequado. A publicação também questiona a silhueta de prédios aplicada nos painéis internos, considerando o detalhe decorativo infantil e desconexo da proposta tecnológica do veículo. O lado positivo fica com a lista de equipamentos da versão Max, que inclui pacote completo de assistências à condução (ADAS) com frenagem autônoma e controle de cruzeiro adaptativo. A expectativa é que a produção nacional, prevista para a fábrica de São José dos Pinhais (PR) — a mesma linha da Renault —, seja a oportunidade ideal para a Geely endereçar essas críticas.
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