Faróis modernos viram pesadelo para seguradoras: trinca pequena, conta milionária
Tecnologia avançada nos sistemas de iluminação transforma arranhões de estacionamento em sinistros de alto custo.
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Segundo o Notícias Automotivas, o que antes era um componente simples e barato de repor virou uma das maiores dores de cabeça do mercado segurador brasileiro: o farol automotivo. Com a incorporação de tecnologias como LEDs matriciais, sensores de assistência ao motorista e unidades de controle eletrônico integradas, uma trinca mínima — do tipo causada por uma batida de estacionamento — pode exigir a troca completa da peça, cujo valor frequentemente ultrapassa vários milhares de reais.
O portal Notícias Automotivas aponta que o problema está diretamente ligado à forma como os fabricantes projetam esses conjuntos: em vez de permitir o reparo ou a substituição de partes individuais, os faróis chegam ao mercado como módulos fechados e indivisíveis. Isso significa que qualquer dano, por menor que seja, obriga a oficina a instalar uma unidade inteiramente nova, inflando o valor do conserto e, consequentemente, o custo do sinistro para as seguradoras.
Ainda de acordo com o Notícias Automotivas, as seguradoras já começam a reagir a esse cenário, seja revisando as apólices de veículos equipados com esses sistemas mais sofisticados, seja repassando parte do custo adicional ao consumidor na forma de prêmios mais altos. O efeito prático é que motoristas de carros com iluminação de última geração podem pagar mais caro pelo seguro — mesmo que nunca tenham dado entrada em um único sinistro.
O debate levanta uma questão mais ampla sobre o equilíbrio entre inovação e repairability no setor automotivo. Enquanto montadoras investem em faróis cada vez mais sofisticados como diferencial de venda, o mercado de seguros e o bolso do consumidor arcam com as consequências de uma peça que, na prática, se tornou descartável ao menor sinal de dano.
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