Eletrificados crescem 130% em setembro e puxam mercado para cima enquanto combustão recua
Segmento atingiu 60,8 mil unidades emplacadas no mês, representando 23% das vendas nacionais, com BYD Dolphin Mini liderando entre os elétricos puros.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O mercado brasileiro de veículos eletrificados — categoria que reúne híbridos convencionais, híbridos plug-in, elétricos puros (EVs), modelos com autonomia estendida (EREVs) e micro-híbridos — registrou 60,8 mil emplacamentos em setembro, alta de quase 130% na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo o AutoInforme. O crescimento foi 8,8 vezes superior ao do mercado total, que avançou de 231,6 mil para 261,2 mil unidades no período.
Como destaca o AutoInforme com base em análise da Bright Consulting, os eletrificados responderam por 23% das vendas nacionais em setembro — acima dos 11% registrados um ano antes, embora ligeiramente abaixo do pico de 24,4% alcançado em agosto. O diretor de negócios da Bright Consulting, Fernando Pfeiffer, citado pelo AutoInforme, resume o cenário: "A virada da eletromobilidade segue como principal vetor estrutural do mercado brasileiro." Do lado oposto, os modelos a combustão amargaram retração de 2,5%, caindo de 205,1 mil para 200,3 mil unidades.
Dentro do universo eletrificado, o AutoInforme aponta que os EVs lideraram com 36,4% das vendas do segmento (22,1 mil unidades), seguidos pelos híbridos plug-in com 30,8% (18.750 unidades), pelos híbridos leves com 17,6% (10,7 mil unidades), pelos micro-híbridos com 14% (8,5 mil unidades) e pelos EREVs com 1,1%. Entre os modelos, o BYD Dolphin Mini foi o mais vendido, com 9.385 unidades e alta de 165%, seguido pelo BYD Dolphin (4.132 unidades) e pelo Geely EX2 (2.724 unidades).
A expansão da infraestrutura de recarga também acompanha o ritmo, conforme o AutoInforme. O país já conta com quase 30 mil pontos públicos e semipúblicos, crescimento de 77% em 12 meses. O diretor executivo da plataforma Tupi e da ABVE, Davi Bertoncello, citado pelo AutoInforme, chama atenção para a qualidade dessa expansão: a recarga rápida saltou de 16,5% para mais de 30% do total nos últimos 18 meses, ao mesmo tempo em que os custos dos equipamentos seguem em queda com o ganho de escala do setor.
Fontes
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