Cinco hábitos ao volante que podem reduzir drasticamente o risco de acidentes
Com 37.150 mortes no trânsito em 2024, especialistas apontam comportamentos simples que ampliam a margem de segurança de qualquer motorista.
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
O Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito em 2024, o maior número em oito anos, segundo dados do Ministério da Saúde citados pelo Jornal do Carro. Diante desse cenário, especialistas ouvidos pela publicação listaram cinco comportamentos que qualquer motorista pode adotar para ampliar sua margem de segurança — sem zerar o risco, mas ganhando mais tempo e espaço para reagir quando o imprevisto acontece.
O primeiro e mais impactante hábito é controlar a velocidade. Segundo o Jornal do Carro, a Organização Mundial da Saúde estima que cada 1% a mais na velocidade média está associado a cerca de 4% a mais no risco de acidente fatal. O sociólogo Eduardo Biavati, especialista em segurança viária consultado pela reportagem, coloca a velocidade no topo das causas de mortes no trânsito brasileiro. Para manter distância segura do veículo à frente, a Polícia Rodoviária Federal recomenda a regra dos dois segundos: escolha um ponto fixo na via e conte dois segundos após o carro da frente passar por ele — se você chegar antes, está próximo demais. Com chuva, o intervalo deve ser ainda maior.
O segundo hábito destacado pelo Jornal do Carro é antecipar perigos invisíveis. Um ônibus parado no ponto ou uma fileira de carros estacionados podem esconder pedestres ou crianças prestes a surgir na frente do veículo. O Highway Code britânico, citado na reportagem, recomenda reduzir a velocidade e redobrar a atenção nessas situações. Antes de conversões, verificar espelhos e pontos cegos com antecedência também é fundamental — uma olhada feita segundos antes pode já não refletir a realidade do entorno. O terceiro ponto abordado é preparar celular e central multimídia antes de partir: programar o GPS, escolher a música e silenciar notificações evita distrações que, mesmo por frações de segundo, comprometem a reação do motorista.
Para Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária e também consultado pelo Jornal do Carro, o comportamento individual é apenas parte da equação. Segundo ele, uma política pública eficiente precisa construir um sistema no qual o erro humano não resulte em morte — a lógica da chamada Visão Zero sueca, modelo que ajudou a Suécia a alcançar um dos trânsitos mais seguros do mundo. No Brasil, um exemplo concreto dessa lógica ocorreu em São Paulo: em 2015, após a redução dos limites de velocidade nas marginais Tietê e Pinheiros, as mortes nas duas vias caíram de 73 para 49, de acordo com dados da Companhia de Engenharia de Tráfego mencionados pela reportagem.
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