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Carros chineses derrubam preços dos usados no Brasil; Compass e Onix lideram queda

Mercado de seminovos registra menor alta mensal de 2025, pressionado pela concorrência das montadoras chinesas e pela redução dos preços dos zero-quilômetro.

Atualizada em 11 de agosto de 2026 às 17:02· 35 leituras
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MERCADO DE USADOS

Chineses derrubam preços: Compass e Onix lideram queda

Mercado de seminovos registra menor alta mensal de 2025 — e o efeito vai longe.

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A chegada em massa das montadoras chinesas ao Brasil está provocando um efeito cascata que vai além das concessionárias de zero-quilômetro. Segundo a Quatro Rodas, o mercado de usados registrou alta de apenas 0,07% em julho — a menor variação mensal desde março de 2025 —, uma queda brusca em relação aos 0,57% de junho. Os dados são do IBV Auto, índice do banco BV que monitora mensalmente a evolução dos preços de automóveis leves usados no país.

A Quatro Rodas aponta que o economista-chefe do banco BV, Roberto Padovani, resume o cenário como "um ambiente mais desafiador", combinando concorrência chinesa, crédito restritivo, desaceleração do emprego, inadimplência crescente e renda familiar comprometida. No acumulado de 2026, o índice ainda marca alta de 3,56%, mas a variação em 12 meses recuou de 6,87% para 6,10%, sinalizando perda de fôlego consistente.

Entre os modelos que mais pesaram para baixo em julho, a Quatro Rodas destaca o Volkswagen Fox (-2,01%), o Jeep Compass (-1,74%) e o Chevrolet Onix (-1,11%) — uma combinação que revela pressão tanto em carros populares quanto em SUVs de volume. No campo positivo, Chevrolet Celta (+2,62%), Fiat Palio (+2,20%) e Nissan Kicks (+1,92%) ainda sustentaram parte da valorização do índice, mostrando que modelos mais antigos e de nicho resistem melhor à maré baixa.

O segmento elétrico segue como o mais castigado: conforme a Quatro Rodas, veículos elétricos do ano 2023 acumulam depreciação de 46,15%, ante 26,85% dos híbridos e 21,40% dos modelos a combustão comparáveis. A rápida evolução tecnológica e a queda dos preços dos elétricos zero-quilômetro continuam corroendo o valor de revenda dos primeiros modelos eletrificados vendidos no Brasil, ainda que os dados mais recentes apontem leve estabilização nessa curva de desvalorização.

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