BYD Great Seagull: hatch elétrico intermediário chega ao Brasil com LiDAR e 127 cv
Posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin, o Great Seagull cresce 15 cm no entre-eixos, ganha motor mais potente e estreia sistema de assistência à condução com sensor LiDAR no teto
Toque pra navegar · resumo gerado dos dados da matéria
A BYD está preparando um novo hatch elétrico para ampliar sua linha de compactos no Brasil. Segundo a Quatro Rodas, o modelo se chama Great Seagull e será posicionado entre o Dolphin Mini e o Dolphin, ocupando a faixa de preço intermediária que hoje fica vazia entre os R$ 119.990 do irmão menor e os R$ 149.990 do Dolphin GS.
O nome em mandarim é Da Haiou — "grande gaivota", em tradução livre —, e as primeiras imagens reais do carro em testes na China foram divulgadas pelo site especializado CarNewsChina nesta segunda-feira (21), conforme apontam tanto o Jornal do Carro (Estadão) quanto a Quatro Rodas. As fotos mostram visual atualizado, interior reformulado e uma novidade tecnológica chamativa: um sensor LiDAR instalado no teto.
Dimensões que o aproximam do Dolphin
O Jornal do Carro (Estadão) destaca que o crescimento em relação ao Seagull atual é expressivo. O Great Seagull mede 4,20 m de comprimento, 1,81 m de largura e 1,57 m de altura, com entre-eixos de 2,65 m — 15 cm a mais que o Dolphin Mini e apenas 5 cm abaixo do Dolphin. A publicação ressalta que, na prática, a área ocupada pelo novo modelo é comparável à do hatch maior, o que coloca a BYD em uma posição delicada dentro da própria gama.
| Modelo | Entre-eixos |
|---|---|
| BYD Dolphin Mini | 2,50 m |
| BYD Great Seagull | 2,65 m |
| BYD Dolphin | 2,70 m |
Motor mais forte e duas opções de bateria
A Quatro Rodas aponta que o Great Seagull abandona o motor de 75 cv do Dolphin Mini em favor de um conjunto elétrico dianteiro mais potente. O Jornal do Carro (Estadão) especifica que se trata de um motor síncrono de ímã permanente com 95 kW — equivalentes a 127 cv —, capaz de atingir velocidade máxima de 150 km/h. As baterias de lítio-ferro-fosfato (LFP), fabricadas pela FinDreams, devem ser oferecidas em duas capacidades: 30 kWh ou 39,2 kWh, com autonomia declarada entre 320 km e 420 km pelo ciclo chinês CLTC — números que tendem a cair quando medidos pelos padrões europeu WLTP e pelo Inmetro, ressalva a Quatro Rodas.
LiDAR e o sistema God's Eye B
A principal novidade tecnológica está justamente naquele sensor no teto. O Jornal do Carro (Estadão) esclarece que o equipamento indica a utilização do sistema God's Eye B — também chamado de DiPilot 300 —, que viabiliza navegação assistida em vias urbanas e rodovias, estacionamento automatizado, reconhecimento de semáforos e mudanças de faixa de forma automática. O LiDAR usa pulsos de luz a laser para escanear o ambiente e gerar um mapa tridimensional em tempo real, tecnologia que até pouco tempo atrás era restrita a veículos de categorias superiores. A presença do sensor no teto do Great Seagull, reforça o Jornal do Carro (Estadão), amplia consideravelmente a capacidade de percepção do ambiente pelos sistemas de assistência à condução — um salto relevante para um compacto de entrada.
O interior também foi repensado. Segundo o Jornal do Carro (Estadão), o quadro de instrumentos tradicional à frente do motorista desaparece e as informações passam a ser concentradas em uma tela central maior. As imagens revelam ainda console central mais amplo e volante de dois raios.
Chegada confirmada ao Brasil
A chegada do Great Seagull ao mercado brasileiro já está confirmada, segundo a Quatro Rodas. Na China, o Seagull atual parte de cerca de R$ 54.000, e o novo modelo atuará numa faixa superior, mas ainda abaixo do Dolphin tradicional. A estratégia da BYD é preencher o vazio de preço sem canibalizar o Dolphin Mini, que permanece em linha — embora, como observa o Jornal do Carro (Estadão), as dimensões tão próximas entre os três modelos tornem essa convivência um desafio real para a marca no segmento de elétricos compactos.
Fontes
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