Bicicletas elétricas no estilo retrô: quatro opções para quem quer trocar a moto pela mobilidade elétrica urbana
Caloi relança a Mobylette em nova geração elétrica e divide espaço com concorrentes que apostam no mesmo visual ciclomotor dos anos 1970.
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A Caloi Mobylette foi um ícone das ruas brasileiras entre 1975 e 2002, misturando a leveza de uma bicicleta com a praticidade de um ciclomotor a gasolina. O nome ressurgiu em 2022 na versão elétrica e, quatro anos depois, ganhou uma nova geração. Segundo o Jornal do Carro, a nova Mobylette apresentada em 2026 traz motor de 500 W, bateria de 500 Wh, velocidade máxima de 32 km/h e autonomia estimada de até 60 km — o dobro da geração anterior, que alcançava apenas 30 km. A fabricante ainda não divulgou preço nem ficha técnica completa, e o modelo não consta no catálogo oficial da marca.
O estilo retrô de quadro baixo, banco largo e rodas pequenas não é exclusividade da Caloi. O Jornal do Carro aponta que a Watts BW4, a MotoChefe Grid e a LEV Model C seguem a mesma linha visual. A BW4 se destaca com motor de 1.000 W, câmbio Shimano de sete marchas e autonomia declarada de até 70 km. Já a Grid e a Model C, com rodas de 20 polegadas e motor de 1.000 W, lembram mais uma pequena motoneta do que uma bicicleta convencional — o que pode ser um ponto de atenção na hora de checar a classificação legal do veículo.
E é justamente a legislação o ponto mais delicado dessa categoria. Conforme destaca o Jornal do Carro, a Resolução Contran 996 define que uma bicicleta elétrica precisa ter pedal assistido, motor de até 1.000 W, velocidade máxima de 32 km/h e não pode ter acelerador. Dentro dessas regras, o veículo dispensa CNH, placa, registro e licenciamento. Fora delas, pode ser enquadrado como ciclomotor e passar a exigir documentação completa. A publicação alerta que o comprador deve consultar o certificado oficial do modelo, não apenas o anúncio da loja.
Para quem usa a moto apenas em trajetos urbanos curtos, o Jornal do Carro avalia que a troca pode fazer sentido financeiro: sem IPVA, licenciamento, combustível e manutenção do motor a combustão, os custos caem bastante. Porém, despesas com pneus, freios, transmissão e, no longo prazo, a substituição da bateria, continuam existindo. Para vias rápidas, distâncias maiores ou uso diário intenso, a moto convencional ainda leva vantagem em versatilidade.
Fontes
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