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Elétricos

Elétricos dominam top 10 de vendas na China em agosto, com Geely EX2 na liderança

Nove dos dez carros mais vendidos no país em agosto eram elétricos, mas o mercado acumula oito quedas mensais seguidas — e só a Leapmotor cresce no top 10

Atualizada em 25 de setembro de 2026 às 11:03· 2 fontes· 53 leituras
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MERCADO CHINÊS

9 dos 10 mais vendidos na China são elétricos

Em agosto de 2024, a combustão virou minoria absoluta no maior mercado automotivo do mundo.

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O mercado automotivo chinês deu mais um sinal inequívoco de onde está indo: segundo o InsideEVs Brasil, nove dos dez carros mais vendidos no país em agosto de 2024 eram elétricos. O dado reforça uma transformação que já não é tendência — é realidade consolidada na maior nação automobilística do mundo.

O destaque individual, ainda de acordo com o InsideEVs Brasil, ficou com o Geely EX2, que liderou o ranking geral com quase 40 mil unidades emplacadas em um único mês. O número coloca o modelo bem à frente da concorrência e evidencia a força crescente da Geely no segmento de veículos de nova energia.

O dado mais simbólico, porém, pode ser outro: segundo o InsideEVs Brasil, o primeiro automóvel equipado com motor a combustão interna só aparece na 13ª posição do ranking. Isso significa que os consumidores chineses estão, na prática, deixando os motores tradicionais para trás nas suas escolhas de compra — sem necessidade de incentivo pontual para isso.

O cenário de domínio elétrico, no entanto, convive com um mercado em desaceleração. Conforme aponta o Motor1 Brasil, as vendas gerais de automóveis na China recuaram pelo oitavo mês consecutivo — e nem mesmo os líderes escaparam ilesos: BYD e a própria Geely registraram quedas expressivas em relação ao mesmo período de 2025. A exceção no top 10 ficou por conta da Leapmotor, única fabricante do grupo a apresentar crescimento, com alta de quase 66% ante o ano anterior, segundo o Motor1 Brasil.

Para o mercado global, o recado é direto: a China não está apenas produzindo elétricos em escala, está consumindo-os em massa. Montadoras que ainda apostam na combustão como carro-chefe no país asiático enfrentam um cenário cada vez mais hostil, enquanto fabricantes locais consolidam domínio em terreno próprio — mesmo em meio a um ciclo de retração nas vendas totais.

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